sábado, 6 de abril de 2013

Preservar o ambiente é salvar a humanidade




Ecossistemas patológicos
Desde muito tempo o homem vem se preocupando com o desaparecimento das espécies e se engajando na luta pela sua preservação, porém, são poucas as vezes que nos seus excertos cogitou a possibilidade da sua própria extinção.
É cientificamente comprovado que o homem tem uma característica que lhe distingue dos outros animais, a racionalidade, porém, é evidente que esta deixa lacunas na sua aplicação, pelos resultados imprevistos e fatais com que o homem se depara no decurso das suas inovações.
O homem não consegui prever na totalidade os resultados das suas acções, comprova-se pelos grandes desastres ambientais da época que tem origem no homem e colocam em perigo a sua própria existência.
Várias ciências como a parasitologia, ecologia, epidemiologia, saúde pública deixam clara a relação de causa-efeito entre o ambiente e o homem, no que concerne a saúde humana. Quer-se dizer que, o homem cria os ecossistemas patológicos no ambiente e  como resposta é nele que recaem os problemas de saúde causados pelo ambiente contaminado. Doenças como cólera, malária, tuberculose, bilharziose, tantas outras com alto índice de letalidade incumbem-se de reduzir em grande medida a população mundial. Entretanto, a causa são os compartimentos ambientais contaminados pelo próprio homem (consciente ou inconscientemente constrói uma arma que atenta contra a sua própria existência).
O HIV/SIDA, doença de maior índice de prevalência e maior severidade também incumbida de extinguir a população mundial, não tem uma relação de causa com os factores ambientais, porém, ela sofre influências na sua forma de actuação. É mais severa em populações expostas a ambientes com alto nível de contaminação/poluição.
De forma sintética esta -se querendo dizer que todas as enfermidades que concorrem para a redução da população mundial tem directa ou indirectamente relação com o meio ambiente e a forma de reduzir a sua ocorrência depende exclusivamente da adopção de comportamentos pro-ambientais pelos homens.
O homem deve entender que não pode dominar a natureza e que toda a sua acção sobre ela, recai nele. No entanto, a forma de se salvar é assinar o contrato natural que consiste numa relação simbiótica e de harmonia com a natureza.
Salve, cuide, preserve o meio ambiente para que este nos preserve.

Comente, questione acerca desse artigo de forma a construirmos conhecimentos cada vez mais eficazes para a construção de uma sociedade ambientalmente educada.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Plataforma da Cidadania


O Olho do Cidadão criou uma Plataforma da Cidadania, composta por um grupo de estudantes universitários da Universidade UEM, de diversos cursos como Sociologia, Biologia, Psicologia, Ambiente, Geografia entre outros. Estes estudantes fazem parte de um conjunto de bloguistas moçambicanos, focados em diversas áreas tais como: Educação, Saude, Ambiente, Sociedade, Tecnologia, Cultura, Politica.

A Plataforma da Cidadania é um movimento de cidadania, onde se pretende consciencializar os cidadãos relativamente a problemas, dificuldades, desafios que encontremos no nosso bairro, na nossa comunidade, sociedade, reportando-os através de blogues, redes sociais e websites, na tentativa de encontrar soluções e respostas para os nossos problemas.
Esta Plataforma e Página de facebook designada Plataforma da Cidadania ainda é muito recente, mas pretende ser extremamente dinâmica e responsável na abordagem da variedade de temas expostos nos blogues.

Análise da Presença dos Partidos Políticos na Internet


               

No corrente ano de 2013, o cenário político moçambicano será marcado pela realização de eleições autárquicas que terão lugar no dia 20 de Novembro. Um número não estimável de partidos irá concorrer à presidência dos 21 municípios espalhados pelo país. Como já é tradição, as campanhas eleitorais são feitas no espaço físico – nos bairros, comunidades, distritos, etc. – empunhando-se cartazes e entoando-se canções aos partidos e aos líderes concorrentes. Mas existe um espaço que até hoje é pouco explorado pelas forças políticas nacionais, quer seja para fazer a propaganda política, quer seja para campanhas eleitorais: a internet. Embora os dados indicam que apenas cerca de 4% da população moçambicana – o equivalente a 600 000 habitantes - tem acesso a internet, verifica-se em contrapartida um rápido crescimento de usuários da internet nos últimos anos. O acesso à internet verifica-se com maior frequência nas cidades, onde se encontram indivíduos com elevado índice de escolaridade e com alto poder de influência. Daí a importância a dar-se a esse novo espaço de sociabilidade.

       A Página do Governo de Moçambique faz referência para a existência de 36 partidos políticos no nosso país (mas nota-se que a lista encontra-se desactualizada devido a não menção do Movimento Democrático de Moçambique – MDM -  partido político que concorreu nas eleições autárquicas e gerais de 2008). Destes, apenas três tem websites: A Frelimo, a Renamo e o MDM. Um dado interessante é de que estas três forças políticas tem actualizado com regularidade os seus websites.


Nas redes sociais, os três partidos acima mencionados tem também a sua presença. A Frelimo tem uma conta no Facebook e no Twitter. Embora seja a única força política no Twitter (com 551 seguidores), a última actualização da Frelimo data de 31 de Maio de 2012. No Facebook, o cenário é diferente. Este partido conta com mais de 5 mil amigos. O MDM conta na sua página do Facebook com 289 fãs. Não é possível saber quantos fãs ou amigos o partido Renamo tem no Facebook. Estas duas últimas forças políticas não tem qualquer presença no twitter.

Com base nos dados acima apresentados, observa-se que a presença das forças políticas na internet, em particular nas redes sociais ainda é fraca, reduzindo-se apenas a três partidos políticos. Num contexto em que cada vez mais pessoas vão ganhando acesso a internet, quer seja através dos computadores ou a partir dos telefones celulares, é extremamente necessário olhar-se para a internet como um espaço de sociabilidade muito importante, pelo facto de ser um local onde os cidadãos encontram-se mais livres para discutir assuntos políticos de forma aberta e menos censurada. Um outro aspecto importante a frisar é o facto de que na internet, o custo para realização de campanha eleitoral ser consideravelmente baixo e de sta forma poder contribuir para a redução dos gastos referentes a impressão de material de impressão, beneficiando de certa maneira o próprio ambiente.

segunda-feira, 1 de abril de 2013



O presente blog foi concebido no âmbito do Projecto Olho do Cidadão. Tem como propósito divulgar e abordar as questões ambientais emergentes com sérios impactos na sociedade, numa perspectiva transdisciplinar e com auxílio das teorias pedagógicas.
“Educar para o ambiente ” suporta-se na pedagogia do ambiente, parte da educação que se preocupa com a difusão dos conhecimentos ambientais, com vista, a mudança de comportamento dos indivíduos face ao ambiente e a tomada de atitudes pro-ambientais que centram-se na relação harmoniosa entre o homem e o meio ambiente, de forma a se atingir o bem-estar socio-ambiental.
Este blog circunscreve-se também no exercício da cidadania, onde os cidadãos têm o direito ao ambiente equilibrado e dever de o cuidar, neste contexto os bloguistas acreditam que a partir deste meio é possível desenvolver-se acções que reduzam as agressões ao ambiente pelos indivíduos, sob o lema:
“Educar sobre o ambiente, no ambiente pelo ambiente”    

Psicologia na Sociedade




Imagino que após ter lido o título acima, apareça-lhe a questão: porquê Psicologia na sociedade.

Simples: este blog visa debruçar sobre a situação da psicologia na sociedade moçambicana, abrangendo aspectos como:
O conceito desta ciência no seu verdadeiro sentido e na vertente do senso comum;
Aplicação da Psicologia nos diversos sectores da sociedade; será que as instituições moçambicanas têm a necessidade desta área de conhecimento?

Como pode a Psicologia intervir na melhoria da sociedade?
Toda sociedade é constituída por problemas (e não só), os quais podem ser estudados e limados através de diferentes abordagens. Pretendo lançar o meu olhar de cidadã para ver psicologicamente o que acontece, como acontece e porquê acontece na nossa sociedade.

Muitos são os cidadãos que desempenham estes dois papéis na sociedade, o que não é muito fácil, visto que as duas actividades muitas vezes exigem um grande esforço por parte de quem as desempenha. Mas, porquê estar a desempenhar os dois papéis simultaneamente?

-As razões podem ser diversas, mas eu acredito que a principal seja a busca pela independência, principalmente no que concerne aos jovens. Por outro lado, é também a busca de desafios (os indivíduos sabem de antemão que a tarefa não é fácil, mesmo assim encaram-na); a necessidade de mostrar responsabilidade para si mesmo e para a sociedade; para além de saber tirar proveito das oportunidades que surgem ao longo da vida. São muitos os que desejam desempenhar o papel de estudante ou de trabalhador, mas que por diversas razões não o fazem, então quem tem essa oportunidade sente-se no dever de não a desperdiçar. É gratificante quando consegue-se ter resultados satisfatórios nas duas actividades (o que exige muito esforço), aumenta a autoconfiança e sente-se que se está preparado para actuar na melhoria da sociedade.

Esta foi uma breve introdução do blog e começa assim o lançamento do “olho do cidadão” para uma visão psicológica dos acontecimentos.

“Muitas vezes atribuímos julgamentos negativos aos diversos comportamentos que vivenciamos (na sociedade) no quotidiano, porém esquecemo-nos de questionar-nos em relação ao que pode ter originado o comportamento e principalmente se o nosso julgamento é ou não verídico”!!!